5 MITOS DA INOVAÇÃO


> 1ºmito: momento Eureka!

Grandes ideias são partes de um processo inovador, mas elas não necessariamente criam inovações. Um estudo conduzido com 123 empresas mostrou que executivos percebem que são efetivos na criação de novas ideias, mas, ao longo do tempo, elas perdem força dentro da cadeia de valor. Muitos esforços fracassam, não porque eles não eram ideias brilhantes, mas porque houve fraqueza em seu processo de implementação (em tornar essa ideia real!).


> 2º mito: crie e virá o resultado

A emergente web 2.0 possui grande papel no compartilhamento de informações. Mas como isso afeta o processo de inovação? Muitas organizações perceberam como fóruns virtuais poderiam promover um espaço para compartilhamento de ideias, comentários e sugestões de melhoria entre os funcionários e, consequentemente, gerar inovações. Porém, em diversas empresas, como nos casos das multinacionais IBM e RBS, os resultados não foram como esperados: lançar uma plataforma potencial para compartilhamento de ideias, não é a solução para inovação, mas sim aproveitar esses debates como insumos para o processo inovativo.


> 3º mito: Inovação aberta é o futuro da inovação

As discussões em inovação em grandes empresas desencadeiam para o tema de inovação aberta como o futuro, aquela na qual as organizações devem buscar a inovação através de relações de parceria. O caso da LEGO demonstrou que ideias de consumidores se tornaram fontes de inovação, gerando novos produtos inclusive. Além disso, embora seja evidente o ganho das relações interorganizacionais, há outros fatores a se considerar como propriedade intelectual e potenciais fraquezas na relação de confiança.


> 4º mito: Pagar é primodial

Há um entendimento comum de que a inovação envolve esforços e que para alcançá-la é necessário oferecer incentivos para que as pessoas se esforcem um pouco além. Porém, pesquisas recentes sugerem que os maiores aspectos motivacionais são os fatores sociais, como o reconhecimento e status. Dessa forma, empresas inteligentes são aquelas que enfatizam recompensas sociais e pessoais, ao invés de materiais.


> 5º mito: Bottom-Up* a inovação é melhor

Há um grande entusiasmo ao se referir a inovação vindo de colaboradores de P&D, por exemplo, numa espécie de intraempreendedorismo. Nesse entendimento, a alta gestão que está muito distante da operação para descobrir novas ideias, pode delegar essa responsabilidade aos executivos de menor nível hierárquico. Mesmo que as inovações tenham surgido bottom-up (debaixo para cima), para que elas se tornem parte da estratégia da organização, precisam do apoio da alta gestão. Empresas inteligentes são aquelas que usam ambas abordagens e que entendem que projetos bottom-up precisam de grande suporte até obterem sucesso.

* Bottom-up: expressão que se refere a um processo que "vem debaixo na hierarquia organizacional", por exemplo, o processo sendo inciado por colaboradores de operação, ao invés de diretores da alta gestão.



Referência do artigo:

BIRKINSHAW, Julian; BOUQUET, Cyril; BARSOUX, J. L. The 5 myths of innovation. MIT Sloan management review, v. 4, p. 1-8, 2011.

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